Olá [NAME],
O regresso à montanha
A passagem pelo Alentejo prolongou-se mais alguns quilómetros pela
etapa 7, permitindo-nos hoje apreciar vistas magníficas das planuras do
sul. Como caiu alguma chuva e de seguida o sol se mostrou de novo a luz
do Alentejo ficou esplêndido, o ar parecia lavado pela chuva tal era a
limpidez da paisagem. A mistura do tom dourado das cearas com o azul
forte do céu fez-nos lembrar a expressão “ouro sobre azul”, mas neste
seria ouro sob azul.
Á saída de Albernoa o céu mostrou-se muito
carregado, chegando a cair bastante chuva em alguns locais e a
formar-se alguma lama. A lama dos equipamentos dos atletas comprovava
hoje a má condição de algumas zonas do terreno.
Durante os primeiros quilómetros assistiu-se de novo
à formação de grupos para combater o vento frontal que mais uma vez se
fez sentir. Com o passar dos quilómetros a corrida foi-se aproximando
da região do Algarve e das zonas de sobe-e-desce que antecedem a subida
à serra do Espinhaço de Cão. Muitos atletas afirmam não terem a certeza
se a etapa mais dura é a primeira ou se é a sétima, já que na primeira
as pernas ainda se encontram frescas e nesta o cansaço acumulado obriga
a esforços muito maiores para ultrapassar as dificuldades que vão
surgindo.
O primeiro a chegar a Monchique foi mais uma vez o
João Marinho, que nesta etapa rolou calmo e de forma inteligente,
atacando na parte final para chegar à meta 5 minutos antes do Belga
Frans Claes. O terceiro foi o Ricardo Melo lado-a-lado com o Luis Gomes
que foi 4º. Entraram 18 minutos depois do João Marinho e o Luís Gomes
com o resultado de hoje deu uma salto enorme na classificação geral,
passando de 7º para 3º. O quinto classificado foi o Tom Letsinger a 9
minutos do 4º e com o Telmo Nunes, que hoje fez uma bela etapa andando
na frente da corrida durante muitos quilómetros, a entrar 26 segundos
depois do Tom.
Um dos atletas que beneficiou muito com a sua
classificação de hoje foi o Luís Gomes, que passou de 7º da geral para
3º, já que estes atletas estavam separados por apenas alguns minutos na
grelha de classificação.
A chuva que hoje marcou presença provocou mais
algumas dificuldades aos atletas, fazendo com o que o terreno ficasse
mais pesado e molhando algumas camisolas aos que não vieram prevenidos
com casaco impermeável. A camisola molhada com a velocidade da descida
final e com o frio da serra de Monchique fez das suas a alguns atletas,
que entraram na meta enregelados.
Mais uma vez o vento forte de frente fez com que a
média da etapa descesse face ao ano anterior, obrigando a organização a
ajustar os tempos de fecho do último CP e da meta.
O habitual piquenique foi hoje instalado no hotel das Caldas de
Monchique, permitindo aos atletas recuperar forças ao abrigo do frio e
da chuva. O dia de amanhã já se prevê mais ameno e sem chuva. Será a
habitual consagração de todos os atletas em Sagres.
A etapa de amanhã tem 95 kms e 1786 metros de
acumulado. A chegada ao mar vai trazer a todos a frescura e a sensação
de libertação dos esforços épicos que tiveram que enfrentar nos últimos
dias, como se tudo se esvaísse em boas sensações com as primeiras
vistas do oceano, já perto do final de mais uma grande Transportugal
GARMIN. Espera-os no entanto uma etapa com alguma dureza. Os
quilómetros iniciais são algo acidentados, e o vento dominante da costa
marítima poderá também provocar dificuldades acrescidas. É também a
etapa de amanhã que reserva algumas das vistas mais espectaculares de
toda a prova. A passagem pelos single tracks da Praia do Amado e a
descida do “fio dental” para a praia da Cordoama serão dois dos pontos
altos da derradeira etapa da Transportugal GARMIN 2009. No final está
prometido o habitual banho no oceano à chegada à meta na praia da
Mareta.
Obrigado por nos acompanhar!
A equipa Transportugal Garmin
Galeria de fotos
Classificação da etapa 6
Classificação geral após a etapa 6