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OLÁ [NAME],
Freixo de Espada à Cinta – Alfaiates
114 Kms e 2348 metros de acumulado de subidas
Hoje os atletas partiram para
a prova com muito cansaço acumulado do dia 1. A maioria dos atletas não
conseguiram recuperar por completo dos “azedumes” do dia de ontem o que
se reflectiu na performance de alguns na etapa 2.
A parte inicial da etapa
continha a”cereja” da Transportugal, a famosa calçada de Alpajares, um
caminho romano antigo que ligava Miranda do Douro para sul até às
proximidades do rio Douro. Actualmente tem uma extensão de apenas
alguns quilómetros, sendo a parte mais espectacular aquela onde ainda
se nota o caminho rochoso de xisto, junto à ribeira do Mosteiro. Este
troço é de dificuldade técnica elevada, que este ano foi agravada pela
existência de muitas giestas a tapar alguns dos degraus xistosos do
caminho, fazendo de cada pedalada um autêntico “ai jesus”. Por esta
razão muitos dos atletas desceram a calçada a pé, o que até foi um
alívio para aorganização, não havendo nenhuma queda a assinalar.
Chegados à estrada os atletas
passam o CP2A e começam a descer para o rio Douro, passando a ponte em
Barca de Alva, onde se inicia a longa subida até ao alto da aldeia
histórica de Castelo Rodigo. Esta subida tem um inclinação bastante
suave, no entanto existem alguns lugares mais íngremes, a dificultar o
andamento. Somam-se mais de 20 quilómetros de subida.
Depois da passagem na aldeia
histórica os atletas entram num planalto que os leva até Alfaiates, com
passagem pela vila histórica e muralhada de Almeida, onde se contorna a
muralha por um single track muito bonito.
Antes da chegada a Alfaiates
existem ainda inúmeras passagens por zonas verdejantes e antigos
caminhos de contrabandistas que fazem desta ligação uma gozo.
A etapa foi mais uma vez
decidida ao sprint, entre o João Marinho e o Frans Claes, aliás, estes
dois atletas rolaram juntos todo o dia, como que a medir-se um ao
outro. Apesar de lhes ser dado o mesmo tempo na chegada a vitória na
etapa foi atribuída ao João Marinho.
Apesar do dia de hoje ser mais
fácil que o primeiro houve alguns atletas a abandonar a corrida antes
do final. Isto deveu-se tanto ao calor como ao cansaço acumulado da
etapa 1. Mais uma vez se criou uma “fosso” entre a frente da corrida e
o ciclista vassoura, o Rui Sousa.
Hoje o russo EVGENIY AKIMENKO
andou perdido depois do CP2C e criou alguma aflicção à organização, já
que transmiti as suas coordenadas de forma errada, o que levou a
organizaçaõ a procurá-lo no local errado.
A etapa de amanhã liga
Alfaiates a Ladoeiro, numa extensão de 111Km com 2658m de acumulado.
Passa mais uma vez em alguns dos locais mais emblemáticos de Portugal,
como são a Reserva Natural da Serra da Malcata e as aldeias históricas
de Monsanto e Idanha-a-Velha.
Mais uma vez é esperado algum calor, ainda que esteja anunciada uma descida das temperaturas máximas.
Foi dada aos atletas a
possibilidade de publicarem nestas newsletters os seus comentários à
prova. Começamos hoje com a Manuela Vilaseca e o João Marinho.
Comentário de Manuela Vilaseca à etapa 2
Na largada da segunda etapa da
Transportugal já é possível sentir as conseqüências do primeiro dia.
Dizem que a segunda etapa é mais tranqüila porque as subidas se
concentram no início do percurso… LER TUDO
Comentário de João Marinho à etapa 2
Não há memória de uma
Supertravessia tão renhida como esta. A etapa que ligou Freixo de
Espada à Cinta a Alfaites foi discutida novamente ao Sprint e com os
protagonistas do costume. Eu e o Belga Frans Claes discutimos os 115km
taco a taco sem concessões! Foi uma luta titânica durante as quase
4.30h de prova…LER TUDO
Obrigado por nos acompanhar!
A equipa Transportugal GARMIN
Classificação Etapa 2
Classificação geral após Etapa2
http://www.trans-portugal.com/
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