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OLÁ [NAME],
É já hoje que tudo começa em Bragança.
É o dia “0” da TransPortugal
Garmin. São os preparativos finais para o arranque da prova no Domingo.
Montar e testar bicicletas. acreditação de atletas, briefings sobre a
prova, o GPS e a etapa 1 . Um “test ride” para afinar os últimos
detalhes e criar habituação à leitura do GPS e sentir o pulso à
primeira subida que desde Gimonde leva os atletas pela 1ª vez para o
cimo do planalto transmontano.
E há que deitar cedo porque no Domingo as primeiras partidas começam logo ás 7 e picos.
Vejam bem o quanto a TransPortugal Garmin é inovadora
O USO DO GPS
Os participantes na
Transportugal Garmin, ao contrário de outras provas do seu género, não
terão qualquer marcação no terreno para os guiar no percursos da prova,
ou seja, não existem as habituais fitas plásticas penduradas nas
árvores, nem setas às cores em cada cruzamento. Apenas com o uso de um
GPS onde o percurso se encontra digitalmente inserido, partirão de
Bragança até Sagres à descoberta do Portugal fora das estradas ao longo
de 1000kms sempre em ritmo de prova sem nunca se perderem, com uma
ligação, quase umbilical, a uma linha num visor de um GPS Garmin,
aplicando ao máximo a sua performance atlética na busca do melhor tempo
na etapa, sem preocupações com fitas ou setas e sempre com a garantia
absoluta de estarem no caminho certo apesar do profundo isolamento dos
locais por onde passam.
Os GPS Garmin dos
participantes são carregados com mapas específicos para a prova e
nesses mapas consta uma estrada virtual que mais não é que a “estrada”
"TP" (Transportugal). Estes mapas têm ainda todo o detalhe do terreno
por onde passa a prova, como sejam curvas altimétricas, estradas,
caminhos rurais, povoações, casas isoladas, rios e ribeiras e ainda
todas as informações da prova úteis para os Concorrentes, como sejam,
locais onde podem encontrar água, locais onde há Cafés para se
abastecerem, os Postos de Controle da prova, a Partida e a Chegada, os
hotéis da prova, etc.
No final de cada dia os seus
GPSs são entregues à Organização que fará o escrutínio da prova que
cada um fez no terreno. Ou seja através dos dados extraídos é possível
verificar se foi ou não feito o caminho correcto, bem assim como os
tempos de passagem em determinados locais.
Nem todos os GPSs Garmin estão
habilitados para a prova. A Organização recomenda os seguintes modelos:
Legend CX ou HCX, Vista CX ou HCX, Map60CX ou CSX, Colorado 300 ou 400,
Oregon 200, 300 ou 400.
O SISTEMA DE BONIFICAÇÕES
Não é só no aspecto
tecnológico, baseando a prova nos GPSs, que a Transportugal Garmin é
pioneira em todo o Mundo neste tipo de provas. O nosso esquema de
bonificações por sexo e idade dos participantes, introduz correcções
aos handicaps que existem como consequência da idade e do sexo dos
participantes em prova. Pretende-se desta forma nivelar todos os
atletas em prova e dar oportunidade aos mais desfavorecidos por razões
inultrapassáveis, de poderem aspirar a um local no pódio. Assim na
Transportugal Garmin há apenas uma categoria, apenas um escalão.
Todos os participantes se
encontram em igualdade de circunstâncias e qualquer um pode vencer a
prova. Que o diga Cal Burgart o americano que com 62 anos de idade que
em 2005 ganhou a Transportugal Garmin a despeito de concorrer com
atletas que tinham menos de metade da sua idade. Cada senhora que
participa na Transportugal tem à partida para cada etapa uma
bonificação de 12% calculados em relação ao melhor tempo da etapa em
anos anteriores. Por exemplo se para a primeira etapa o record for de
6h 15m então ela terá uma bonificação de 45m nessa etapa. Isto quer
dizer que se a Partida Oficial for às 9:00 da manhã então vamos dar a
partida àquela atleta às 8:15. Quem partir depois vai ter que a apanhar
no terreno se quer ficar á sua frente na etapa. Ganha a etapa aquele
que cortar a meta em primeiro e não há mais contas a fazer.
Existem ainda bonificações por
idade a partir dos 35 anos e o esquema funciona da mesma forma. Uma
tabela publicada estabelece a bonificação a atribuir em cada caso e
como são cumulativas pode acontecer que se tivermos a participar uma
senhora de 66 anos de idade, a sua bonificação pode chegar aos 36%.
E para começar
BRAGANÇA - O PONTO DE PARTIDA.
Bragança encontra-se encaixada
nas Montanhas do Nordeste transmontano a cerca de 700m de altitude. A
velha “Brigantia “ foi povoação importante quando da ocupação romana,
então baptizada “Juliobriga” pelo imperador Augusto, em homenagem ao
seu tio Júlio César. Destruída durante as guerras entre cristãos e
mouros, encontrava-se em terreno pertencente ao mosteiro Benedito de
Castro de Avelãs quando D. Fernando Mendes de Bragança a adquiriu por
troca em 1130. Foi reconstruída tendo D. Sancho I concedido o foral em
1187. Quase um século depois devido ao seu crescimento D. Dinis mandou
erguer nova linha de muralhas. E foi D. Afonso V em 1446 que a elevou á
categoria de cidade. As partes mais antigas mantêm-se como cidadela de
feição medieval. No resto da cidade o casario espraia-se em anfiteatro
ao longo do planalto ondulado rodeado pelas serras. O florescimento
económico dos séculos XIV e XV originou um novo tipo de desenvolvimento
urbano, devido às exigências do comércio, dispondo-se os edifícios ao
longo de 2 eixos principais. Os séculos XVI e XVII, impulsionados pela
indústria da seda, seriam marcantes para a expansão da área urbana, com
reconstrução e reconversão de inúmeros edifícios, o que teria
continuidade no século seguinte. Durante o século XIX e inicio do
século XX o crescimento foi lento. Nos dias de hoje nota-se uma
explosão de construção na cidade com edifícios modernos e espaços
culturais.
O Castelo de Bragança digno de
ser visitado ergue-se no morro e terá tido uma ocupação pré-histórica,
como o testemunham vestígios arqueológicos de um povoado que mais tarde
na época romana se tornou numa importante cidade de convergência de
estradas militares.
Contudo a estrutura definitiva
do castelo que hoje se observa data do reinado de D. João I, por
considerar o local uma praça determinante na defesa da fronteira,
mandou reconstruir o castelo e ampliar as muralhas.
Outro edifício interessante a
visitar, é Domus Municipalis (ou a Casa da Água). Um edifício singular
do início do século XIII, de planta pentagonal irregular, constituído
por duas estruturas aparentemente autónomas. Uma subterrânea, a Casa da
Água, consiste numa cisterna de grandes dimensões coberta por abóbada.
A outra, sobreposta á anterior apresenta paredes percorridas por uma
série contínua de janelas de arco pleno, que iluminam um espaço único
onde uma bancada de granito disposta em todo o perímetro sugere ter
servido de sala de reunião aos homens do município. Todo o edifício é
construído em granito e a estrutura superior é coberta por um telhado
de cinco águas. As cornijas tanto exterior como no interior, são
percorridas por uma caleira escavada na pedra que ao, ao receber do
telhado a água da chuva, a conduz pelos canos comunicantes abertos nas
paredes, ao reservatório subterrâneo. A função da cisterna era o
reservatório de água de abastecimento ao castelo e á cidadela.
Bragança, a mais remota cidade
de Portugal, capital do distrito de Trás-os-Montes, acolhe os
participantes que durante todo o dia 30 de Maio aí vão estar. Apesar de
todos os preparativos necessários fazer para a partida do dia seguinte,
esta cidade merece um tempinho extra para ser visitada.
É pois daqui que cerca de 70
atletas irão partir no dia 31 de Maio de 2009 logo a partir do raiar da
manhã com rumo a Sagres, uns cerca de 1000 km mais para Sul,
atravessando todo um país numa aventura inesquecível onde o
deslumbramento acontece a cada curva do caminho, a cada virar de
esquina das esquecidas e genuinamente belas aldeias do interior.
Para além de uma prova
desportiva é ainda uma viagem que vai acontecendo não ao ritmo dos
motores, onde apenas o esforço físico e a gravidade propulsiona os
atletas sobre serras e vales na conquista do diário imenso prazer de
chegar.
Os novos amigos fazem-se, as
infindáveis histórias de outras aventuras são contadas vezes e vezes
sem fim ao fim do dia em redor duma mesa recheada com novos paladares
da genuína gastronomia da província. E na manhã seguinte as lycras
resplandecem na azáfama do pequeno almoço e dos preparativos para a
partida de mais um dia numa frenética avidez para se fazerem ao caminho
e retomar a viagem.
São oito dias para fazer a viagem, e que viagem !!!!
Bem hajam.
A equipa da Transportugal Garmin
http://www.trans-portugal.com/
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