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A quinta etapa da Transportugal GARMIN saiu de Castelo de Vide para acabar em Monsaraz 160 km depois, sendo a etapa mais longa de toda a prova. Muita gente estava preocupada com esta etapa, incluindo o líder João Marinho. As dificuldades começavam logo no início, com duas subidas em calçada romana e uma descida numa calçada medieval. O João baptista começou a etapa a tentar imaginar como poderia completar tal distância, já que demorou cerca de 2 horas para fazer os 15 km iniciais, caminhando nas subidas e descendo calmamente nas descidas devido à dores musculares provocadas pelos últimos dias de esforço.
Felizmente, depois das matas da Serra de São Mamede, começa a segunda parte da etapa. Os próximos 130 kms são ao mais puro estilo “Portuguese flat” (plano Português), com algumas secções de estrada, que irão dar jeito aos ciclistas para relaxar. Estie du Plessis voou hoje, disse que adorou a etapa por ter conseguido meter um ritmo certo até ao final. Nem sequer parou para comer um gelado que tinha comprado num café. Apesar de dura não era uma etapa montanhosa, embora fosse “algo longa” na opinião do Nathan. O Julian Holiss também achou a etapa demasiado longa.
Esta etapa é marcada pelos conhecidos portões... portões de muitos tipos e feitios, parece que não existem dois portões do mesmo tipo no Alentejo. Abrir e fechar estes portões é um desafio que cada atleta tem que enfrentar, especialmente porque deixar um portão aberto implica a desclassificação da prova. Muitos atletas escolheram rolar em grupos, para partilharem a tarefa de abrir e fechar os portões. Greg Andre-Barret e Gary Johnson, que têm acabado as etapas muito perto um do outro, combinaram hoje pedalar juntos a etapa toda. Os portões foram também um problema mais complicado para alguns participantes. O Diogo Vieira não reparou num portão de arame que estava algo tombado e acabou por chocar e voar por cima dele, deixando a sua bicicleta para trás. A Sónia parou para abrir um portão e não reparou que havia uma grade para gado, metendo a perna num dos intervalos da mesma e magoando a perna.
Os últimos cerca de 15 km são em asfalto muito danificado de uma das maiores quintas no Alentejo que está há muito tempo abandonada o que fez com que a estrada se degradasse. O asfalto é praticamente inexistente tendo dado lugar ao caminho original de pedra solta, tornando o percurso turbulento. O Nathan seguia com o Pepe, mas ficou para trás porque rasgou o pneu no início da etapa e não quis arriscar mais. O Toru Watanabe disse que esta tinha sido a pior parte da etapa para ele. À parte disso ele gostou mesmo da etapa...foi a primeira vez que ele veio a Europa e está a descobrir uma Europa que muitos europeus não conhecem.
Maia uma vez a meta era no topo de um monte. Hoje não era ao lado de um castelo, mas numa capela abandonada com uma excelente vista panorâmica sobre o Castelo de Monsaraz e a barragem do Alqueva. É uma longa e dura subida que costumava ser em calçada medieval, mas que foi recentemente coberta com terra batida, transformando-a num vulgar caminho de terra. As pedras continuam à vista na última secção da subida, onde a inclinação aumenta consideravelmente. O António Malvar estava certo no último briefing, quando disse que alguns o iriam insultar logo que recuperassem o fôlego e a consciência.
Pelo 5º dia consecutivo o João Marinho cruzou a linha de meta em 1º lugar, seguido do José Silva a 3 minutos e pelo Pepe e Ricardo Melo a 1 minuto deste. O Dominiek Sacré parece estar a ficar mais forte a cada dia e chegou em 5º lugar. Os seguintes foram o Nathan Deibert e o Renato Hernandez, outro português. O Bruno Barcelos acabou esta 5ª etapa com o seu habitual sorriso.
Alguns atletas tiveram problemas com o GPS hoje pois este estava constantemente a desligar-se. Tinha de ser reiniciado, levando algum tempo para que o track da corrida reapareça. Tanto o Domie como o Mark Ellis enganaram-se, seguindo o track da meta para o hotel em vez da track para a meta o que os levou ao monte oposto, em direcção ao castelo. O Domie ficou surpreendido por ouvir tanta gente a chamar por ele tão freneticamente, mas ele não se virou para ver que era o staff a saltar e a acenar em direcção ao arco de meta.
Tantos dias a pedalar já estão a fazer mossa nos participantes. O Carlos Rui Ferreira, que partiu o pé há um mês atrás e decidiu vir mesmo assim, fazendo as etapas calmamente, hoje preferiu tirar o dia para relaxar. Ele escolheu o dia ideal uma vez que o Hotel Horta da Moura onde vamos ficar é um oásis de paz e sossego. O Paulo Cotrim teve de abandonar a prova no CP 5C pelo segundo dia consecutivo devido a lesões causadas pelo selim.
A tenda de picnic foi montada no topo do monte, ao lado da linha de meta e os grupos de atletas que se juntaram deram apoio mecânico a uma família de turistas alemães. Eles tinham furado a roda do carrinho de bebé com um espinho e vieram ver se tinham uma bomba e/ou um kit de reparação. O Miguel Suarez resolveu o problema permitindo-lhes continuar as férias em três rodas!
A etapa de Monsaraz é sempre aquela em que temos mais visitantes. Tivemos o António Gabriel, veterano da Travessia e o Claúdio Nogueira, que participou na prova no ano passado que apareceram para saudar os participantes na meta. O Claúdio estava claramente invejoso e morto por pedalar.
A etapa de amanhã liga Monsaraz a Albernoa, tendo 140 km de extensão e 1714 m de acumulado de subidas. A primeira parte da etapa irá seguir os braços da barragem do Alqueva, enquanto a segunda parte cruza as planícies do Baixo Alentejo.
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A equipa do Transportugal Garmin
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