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Olá [NAME],
A etapa mais espectacular da corrida…
A segunda etapa da Transportugal GARMIN é provavelmente a mais espectacular, com uma viagem da região montanhosa e acidentada do Parque Natural do Douro Internacional para a Meseta Ibérica da região da Beira Alta. Esta etapa foi mais curta e mais rápida que a do dia anterior e por esta razão o primeiro atleta a partir saiu por volta das 9 horas da manhã. O grupo maior, dos atletas sem handicap saiu às 10 horas.
De Freixo começa-se a subir mal se arranca, até ao Penedo Durão. Daqui é só descer até à zona da Calçada de Alpajares, onde os participantes encontram um single track feito em constantes degraus de um c aminho muito antigo, altamente técnico e degradado. Os primeiros atletas passaram esta zona de descida sem grandes dificuldades. Ainda assim a maioria não arriscou, já que uma queda aqui pode custar a desistência da corrida, ou mesmo a vida! O caminho segue na beira de uma ravina e cair significa só parar umas dezenas de metros mais abaixo. O Nathan Deibert foi um dos que desceu a calçada sem problemas, tendo referido no final que a vantagem que ganhou na descida permitiu que chegasse ao final em 4º lugar. A descida termina numa ponte antiga e a partir daqui toda a gente teve que empurrar ou carregar a bicicleta. São cerca de 500m de subida impossíveis de fazer a pedalar. Um grande grupo de Staff parou no alto junto à estrada, enquanto se deslocavam para os seus postos, para observar a paisagem que é magnífica e ver como os atletas se desenrascavam das dificuldades que iam surgindo. Alguns atletas sorriam dizendo que tinham adorado, outros não gostaram tanto!
Daqui os atletas desciam, primeiro pela antiga estrada existente na zona, até chegarem à nacional 221, onde seguiam até cruzar o Douro em Barca D’Alva. Depois de passar o Douro voltaram à terra, com uma longa subida de cerca de 20 Km até à aldeia histórica de Castelo Rodrigo com o seu castelo que, tal como a maioria dos castelos em Portugal, está empoleirado no topo de uma colina bem inclinada. No entanto depois desta aldeia histórica seguiam-se 70 km praticamente planos, este ano com vento favorável que, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, não transformou um aparente descanso numa batalha contra os elementos para chegar a Alfaiates. O Jonas Larsson que é um ciclista de estrada, adorou esta secção, já que voou a médias entre os 30 e os 40 Km/h. Parte desta secção é uma antiga estrada de contrabandistas, que circula junto à fronteira com Espanha e que servia para os contrabandistas circularem das aldeias perto de Alfaiates onde a fronteira era muito vigiada até à zona de Almeida, onde a fronteira era mais isolada devido às características do terreno. Este ano a entrada em Almeida fez de forma diferente, por um single track que bordejava a parte exterior do fosso da muralha em estrela, numa espécie de “Antigo Bike Park”, como muitos atletas lhe chamaram, devido aos constantes saltos e curvas.
Peter Paelinck e João Marinho entraram na meta juntos em primeiro lugar. O João e o José Silva apanharam e ultrapassaram o Peter na descida técnica inicial, no entanto este voltou a juntar-se aos portugueses em Barca D’Alva, ao passar o rio. Os três pedalaram juntos a partir daqui, até que o José ficou para trás por volta do km 80. O Peter perguntou ao João o que tinha acontecido ao seu companheiro tendo este referido que achava que ele tinha ficado sem baterias. À chegada do José Silva o belga perguntou-lhe que tipo de baterias ele tinha perdido, este referiu que foram as “baterias das pernas”. O Peter e o João protagonizaram ainda um pequeno acidente sem consequências de maior. Na passagem por uma aldeia iam os dois fixos nos GPS quando o João travou de repente, fazendo com que o Peter chocasse com ele e engatasse a manete de travão entre o quadro e a roda do português. Depois de alguma dificuldade para desenganchar as duas bicicletas lá seguiram até ao final.
O José Silva entrou na meta 7 minutos depois dos primeiros, seguido pelo Nathan 9 minutos depois e pelo Renato e o Ricardo Melo. Jos Engelen entrou alguns segundos depois.
Um dos aspectos mais duros da Transportugal Garmin é o facto de os atletas pedalarem individualmente e não em equipa. Isto significa que muitos atletas passam hora a fio sozinhos a pedalar trilho fora. Ontem a Kim Bear relatou como este aspecto endurece a corrida, e como ficou contente quando o Paul West passou por ela e ficou um bocado a falar com ela à medida que pedalavam. Esta manhã a Sónia Lopes e a Sandra Correia referiram também que uma das coisas mais difíceis para elas é o facto de pedalarem sozinhas durante tantas horas. Leon Van den Schoor disse que está embevecido com toda a corrida e que só tem pena de não saber falar português para poder conversar com as pessoas que vai encontrando ao longo do percurso.
Em conversa com Estie du Plessis acerca do que acha da corrida, comparada com o Cape Epic que já fez várias vezes, ela referiu que é difícil comparar as duas já que são muito diferentes. Ainda que as etapas do Cape Epic possam ser mais longas existem sempre secções constantes onde se pode meter um ritmo certo, enquanto aqui o terreno está sempre a mudar aumentando as dificuldades. Ainda assim disse que está a adorar a corrida.
Nem todos estão na Transportugal pelas mesmas razões. O Bruno Barcelos já é uma cara conhecida da Travessia de Portugal, no entanto este ano decidiu inscrever-se na Transportugal Garmin. Não é um atleta treinado e rápido e sabe que se partir à hora que ditam as regras nunca chegará ao final da etapa dentro do tempo regulamentar. Por isso parte algumas horas mais cedo todos os dias. Isto não é apenas um desafio pessoal. Por cada quilómetro que faz recebe um apoio entre 0,5€ e 1€ de cerca de 60 pessoas. O dinheiro recolhido será depois entregue à associação de caridade “Acreditar”, que trabalha com crianças com cancro. Se quiser apoiar o Bruno envie-nos um email. Iremos informá-lo acerca de quantos quilómetros ele fez em cada dia. Até agora completou as duas primeiras etapas na totalidade.
A etapa de amanhã liga Alfaiates a Ladoeiro, atravessando a Reserva Natural da Serra da Malcata e as aldeias históricas de Monsanto e Idanha-a-Velha. Será outro dia emocionante, já que existe um grupo de atletas muito fortes candidatos ao primeiro lugar. A sua história será contada na próxima newsletter.
A equipa Transportugal GARMIN
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A equipa Transportugal Garmin.
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Hello [NAME],
The most spectacular stage of the race…
The second stage of the race is probably the most spectacular, travelling from the mountainous region of the Douro International Natural Park to the flat Iberian plateau of the Beira Alta region. This stage is shorter, and a lot faster than yesterdays stage, so the first rider out left at almost 9:00 and the larger group of riders with no handicap left at 10 am.
From Freixo they start climbing straight away, up to Penedo Durão, and then down, to reach an extremely technical single track cut into the face of the edge of a narrow gorge. This is near to a very important place in the park, named “Calçada de Alpajares”. Many people walk this 1 km section, as a crash here could cost you the race, and even your life! A few of the more technical riders like João Marinho, Nathan Deibert or Paulo Cotrim rode it all the way down. Nathan believes riding this section gave him the advantage that meant he came in 4th place today. The technical descent ends at a medieval bridge, then there is a 500 m climb out of the valley to the road where everyone had to hike-a-bike. A large group of staff stopped here to watch and cheer the riders come by as it is on their way to their respective positions. Some of the riders were grinning, having loved the section, others were not so pleased!
From here there is a section of road to reach the bridge to cross the river Douro. Once over the river the route heads back off-road for a long, 20 km, climb up to the historical village of Castelo Rodrigo. Like almost all castles in this region, it is perched on top of a steep hill. But once past the castle the next 70 km are flat and fast and today there was not the headwind that in previous years has made this section a battle rather than a rest. Jonas Larsson, who is a serious road biker, loved this section as he flew along at 30-40 km/h. A lot of this section is an old smuggler's path, that runs parallel to the border, that smugglers in the early 20th Century from the villages near Alfaiates used to get from where the border was well controlled to near to Almeida, where the border is wilder and more secluded. This year the course takes a new route through the fortified town of Almeida, following a single track around the castle walls, which several riders said seemed like an ancient bike park.
Pepe and Joâo Marinho rode over the finishing line together in first place today. João and José Silva overtook Pepe in the technical descent, but he had caught up with them again at the bridge in Barca d'Alva. The three of them rode together from here until José dropped back at about 80 km. Pepe asked João what had happened to José, and João said he had had battery problems. When Pepé later asked José what sort of battery trouble he had had, he said “the batteries in my legs”. João and Pepe had a near-miss when they were navigating through a village. Pepe was riding close behind João, who braked suddenly. Pepe ran into him, and somehow managed to get his brake lever trapped between João's frame and wheel, locking the two bikes together. Luckily neither bikers nor bikes were damaged.
José came in 7 minutes later, followed by Nathan 9 minutes later, then by Renato and Ricardo Melo e Jos Engelen some seconds later.
One of the hardest aspects of the TransPortugal Garmin is the fact riders are riding individually, and not as a team. This means that for many of the riders they spend a long time on their own. Yesterday Kim said how hard she had found this, and how pleased she had been when Paul West had caught up with her, and stayed with her for a while to chat. This morning at the starting line Sónia Lopes and Sandra Correira agreed that one of the hardest things for them was riding alone for so many hours. Leon Van den Schoor said he was enchanted by the whole race, and loved crossing through the villages, but wished he could speak Portuguese so he could talk to the people he met along the way.
Talking to Estie du Plessis about what she thought of the race compared to the Cape Epic which she has already done several times, she said it was hard to compare as the two races are very different. Although stages are long in the Cape Epic there are always long constant sections where you can get into a rhythm and keep going whereas here the terrain is constantly changing which makes it a lot harder. Nevertheless, she said she was really enjoying the race.
Not everybody is doing the race for the same reasons. Bruno Barcelos is a regular face from the two week “Travessia” tour, but this year he decided to sign up for the race. He is not a fast rider, and he realized he would never make the cut off times each day, so he forfeits his classification and sets off extra early. And this is not just a personal challenge. For every kilometer he rides more than 60 people have sponsored him between 0.50 to 1 euros each. The money he collects he will donate to the Portuguese charity “Acreditar”, which works for children with cancer and their families. If you would also like to sponsor him, send us an email. We will let you know how he gets on each day. He has already completed the first two stages!
Tomorrow's stage from Alfaiates to Ladoeiro crosses the Serra de Malcata Natural Reserve and the historical towns of Monsanto and Idanha-Velha. It will be another exciting day as there are a lot of strong racers battling for the first places. We will tell you all about it in our next newsletter.
The TransPortugal Garmin Team
Stage 2 classification >>
Classification after 2 stages >>
The TransPortugal Garmin Team.
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